Arsínoe II foi o primeiro Faraó Mulher da dinastia de Ptolomeu..

Após a análise de detalhes e símbolos da coroa usada por Arsínoe II e reinterpretando relevos egípcios, pesquisadores suecos estão questionando a linha de dominação masculina tradicional do Antigo Egito real. Eles sugerem que a rainha Arsínoe II (316-270 a.C) foi o primeiro faraó do sexo feminino pertencente à família de Ptolomeu – a dinastia que governou o Egito por cerca de 300 anos, até a conquista romana de 30 a.C.

O novo estudo sugere que ela era de fato um faraó egípcio, com um papel semelhante ao das mais famosas Faraós/Rainhas Hatshepsut e Cleópatra VII. Uma das grandes mulheres do mundo antigo, Arsínoe II era filha de Ptolomeu I (366-283 a.C), um general macedônio do exército de Alexandre, o Grande, que mais tarde se tornou governante do Egito e fundador da dinastia de Ptolomeu em que Cleópatra pertencia.

Com uma vida marcada por assassinatos, intrigas, sexo e ganância, Arsínoe II pode ter sido o mais notável dos predecessores do sexo feminino de Cleópatra.


Rainha Arsínoe II governou o Egito como faraó 200 anos antes do tempo de Cleópatra, afirma uma nova pesquisa.



“Ela era uma mulher comum. Lutou em batalhas, e ainda participou nos Jogos Olímpicos, onde ela ganhou três eventos para cavalos atrelados” Maria Nilsson, da Universidade de Gotemburgo, contou ao Discovery News.

Casada aos 16 anos com Lisímaco da Trácia, um general de 60 anos de Ptolomeu I, Arsínoe II ganhou grande riqueza e honrarias durante sua estadia na Grécia. Quando, 18 anos depois, Lisímaco morreu, ela se casou com seu meio-irmão, Ptolomeu Keraunus. O casamento, em seguida, terminou brutalmente depois que Keraunus matou dois dos três filhos de Arsínoe II.

Arsínoe II, em seguida, retornou ao Egito e se casou com seu irmão, o Rei Ptolomeu II. A coroa, que nunca foi encontrado, mas está representado em estátuas e relevos esculpidos em pedra, foi criado especialmente para ela.

A coroa não seguia a tradição egípcia comum. Era composta por quatro elementos principais: a coroa vermelha, simbolizando a regra do Baixo Egito, os chifres de carneiro, ligado principalmente com o carneiro de deus do Egito Amon, os chifres de vaca e o disco solar, simbolizando a deusa Hathor e a harmonia entre masculino e feminino, e a pluma de penas de casal, outro símbolo importante de Amon.

De acordo com Nilsson, estes símbolos indicam que a coroa de Arsinoe II foi criada para simbolizar uma rainha que era supostamente uma sacerdotisa, uma deusa e o governante do Baixo Egito, ao mesmo tempo.

“Isso significa que ela foi um faraó do sexo feminino. Ela co-governou o Egito, como o rei do Baixo Egito, com seu irmão-marido Ptolomeu II, rei do Alto Egito”, disse Nilsson.

De acordo com Carole Gillis, professor adjunto do departamento de arqueologia e história antiga na Universidade de Lund, na Suécia, o estudo é importante, pois revela que a rainha usava a coroa em sua própria vida.

“Esta rainha foi realmente um rei vivo”, disse Gillis a Discovery News.



Fonte: www.msnbc.msn.com

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Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.