Jean-François Champollion

Se hoje conhecemos um pouco mais da história egípcia, devemos muito a esse grande homem chamado Jean-François Champollion, que nasceu em Figeac, na França, em 23 de dezembro de 1790 e morreu em Paris no dia 4 de março de 1832. Ele foi um linguista francês que tinha por objetivo decifrar os tais Hieróglifos egípcios. Praticamente com recurso zero, conseguiu tal façanha.

Seu pai era bibliotecário e por isso o gosto pela leitura veio ainda quando Champollion era novo. Nessa época, ele já mostrava muita intimidade com outras línguas e tinha facilidade para aprendê-las.



Jean-François Champollion

 

Champollion aprendeu várias línguas, como latim, grego, árabe e hebraico, mas a língua que deu a ele base para sua jornada foi o copta, língua utilizada pelos cristãos egípcios no período tardio. Ainda na adolescência Champollion conseguiu obter uma cópia da Pedra de Rosetta e depois desse dia começou um desafio que terminaria com a decifração dos hieróglifos egípcios. Devido a seus estudos, Champollion sabia que no antigo Egito existiam três sistemas básicos de escrita: Hieróglifo, Hierático e Demótico.

 

Túmulo de Jean-François Champollion em Paris

 

Na época, havia outros estudiosos tentando decifrar os Hieróglifos egípcios. Foi com base nos estudos de Thomas Young que Champollion começou a expandir seus conhecimentos. A base dos estudos até então era a ligação do nome de Ptolomeu, que aparecia na Pedra de Rosetta, com o de Cleópatra, encontrado em um obelisco na ilha de Philae, que continha um texto em grego mencionando Cleópatra. Mas Champollion conseguiu ir além e descobriu que os sinais egípcios também eram fonéticos (representavam sons). Essa foi a chave para a decifração.

Foi com essa dedicação e com a meta de decifrar os Hieróglifos que Champollion abriu as portas para os estudos do antigo Egito. Cem anos após a decifração dos hieróglifos, o mais belo tesouro arqueológico (tesouro de Tutankhamon, descoberto por Howard Carter) foi encontrado, graças ao conhecimento dos envolvidos em relação à leitura e à interpretação de Hieróglifos. Champollion morreu aos 41 anos de idade, depois de ter ido ao Egito continuar seu trabalho, e deixou um legado para os novos estudiosos.

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Autor: Lucas Ferreira



Fontes / Referências:

– BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2008.

– ALLEN, J. P. Middle Egyptian: an introduction to the language and culture of hieroglyphs. Publisher: Cambridge University Press, 2001.

– BBC, Documentary. Chapter 6 – The Secrets of the Hieroglyphs (no Brasil: Capítulo 6 – O Segredo dos Hieróglifos)

Sites / Referências:

http://www.britishmuseum.org  (The Rosetta Stone, British Museum)

http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/

– http://hieroglyphs.net

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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.