Religião Egípcia

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Religião Egípcia


No período pré-dinástico, como vimos anteriormente, o antigo Egito era dividido em dois, o baixo e o alto Egito. Em ambas as regiões os nomos, que eram pequenos povoados independentes, adoravam diversos deuses. Já com a unificação do Egito o número de deuses caiu bastante e alguns se tornaram deuses nacionais.


“No Egito, a religião dividi-se claramente entre a oficial do Estado, sobre a qual conhecemos muitos detalhes, a da esfera funerária que também está bem representada, e a das práticas cotidianas da maioria da população, que se afastavam nitidamente do culto oficial e das quais temos poucas e muito escassas notícias.” (BAINES; MALIK, 2008, p. 209)


A religião desempenhava um papel muito importante no aspecto da vida egípcia. Tudo que rodeava os egípcios era associado a deuses, como água, céu, terra, vida e morte. Os deuses podiam ser retratados de diversas maneiras e às vezes tomavam formas humanas. Os mais populares tinham diversos e enormes templos de adoração. Já os deuses menos populares ou locais tinham suas adorações dentro dos lares com pequenos templos nos interiores das casas egípcias.


“O faraó era responsável pelo bem-estar do seu povo, assumindo suas preocupações como o “bom pastor” do antigo Testamento, uma fórmula conhecida também no Egito. Os faraós procuravam também realçar seu status diante do povo, identificando-se com os deuses ou, em certos casos, identificando-se com eles e, assim, até podiam aparecer em seu porte normal fazendo oferendas a seu alter ego, como consta no que diz respeito aos faraós Amenhotep III e Ramsés II” (BAINES; MALIK, 2008, p. 210)



Supõe-se que a primeira forma de adoração dos egípcios tenha sido a animais, por acreditarem que os animais tinham dons mágicos (como voar de encontro ao céu e nadar em profundas águas). Os egípcios sempre foram politeístas (acreditavam em vários deuses) em todo o estágio de sua religião, com exceção do Faraó Akhenaton, que tentou impor o culto a um único Deus: Aton. Os egípcios adoravam deuses com a forma humana e deuses de corpo humano com a cabeça de um animal.

Representação de alguns Deuses com cabeças de animais.

(veja sobre Deuses aqui)



Alguns animais eram considerados sagrados para os antigos egípcios, porque representavam alguma divindade. Os egípcios acreditavam que os espíritos dos deuses passavam para os animais, por isso tinham um respeito enorme por esses seres. Muitos animais eram mumificados e até hoje os arqueólogos encontram dezenas deles intactos.

Os sacerdotes eram quem praticava os cultos aos deuses nos diversos templos espalhados por todo o Egito. Em um caso bem famoso na história egípcia, os sacerdotes, segundo alguns estudiosos, foram responsáveis por ameaçar o poder do Faraó Akhenaton, que, diante disso, estabeleceu o culto a um único deus, ATON. Parece que essa época foi um período bem instável para o Egito, e só voltou à normalidade depois da morte do Faraó. Seu filho Tutankhaton, na época, mudou o nome para Tutankhamon em prova do restabelecimento do culto a AMON.

Os egípcios acreditavam em vida após a morte. Segundo a cultura egípcia o homem possuía duas “almas”, o BA e o KA, sem as quais ninguém poderia viver. Por isso havia as práticas de mumificação. Entenda as práticas aqui.


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Autor: Lucas Ferreira



Fontes / Referências:

- BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2008.

- HART, George. The British Museum Pocket Dictionary of Ancient Egyptian Gods and Goddesses. British Museum Press, 2001.

- SHAW, Ian. The Oxford Illustrated History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.


Sites / Referências:

- http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/

- http://www.oxfordexpeditiontoegypt.com/

 


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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Escritor do Livro "A Lei do Sofrimento". Apaixonado pelo Antigo Egito e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.