Glossário Egípcio

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A

Adobe
Tijolos de barros que eram secos (cozidos) ao sol.

Abidos
Cidade do antigo Egito, era um centro religioso e um dos lugares de sepultamento mais importantes.

Amuleto
Objeto usado para obter protecao contra qualquer mal.

Arauto
Título dos Impérios Médio e Novo, geralmente usado por um funcionário cuja funcão era provavelmente a de informar o rei e de dar e conhecer as suas ordens, tanto na corte como, por exemplo, no campo de batalha.

Ábaco
Bloco retangular colocado por cima da parte superior de uma coluna, de modo a suportar a arquitrave (bloco horizontal apoiado por colunas).

Akh
Um dos três aspectos da alma; o espírito luminoso e efetivo do morto.

Ammint
Devorador dos Mortos: Demônio que devorava os corações dos espíritos reprovados no juízo dos mortos.

Ankh
Símbolo hieroglífico da vida.

Aton
Divindade em forma de disco solar, cujos raios frequentemente são representados com longos braços; seu culto foi instaurado pelo faraó Akhenaton.

Antropofagia
Ato de comer carne humana.

Alto Egito
Assim foi chamada a parte do Egito que ficava ao sul, começava em Assuã e terminava na antiga cidade de Mênfis. Seu símbolo era o lótus, o lírio de água, e sua deusa protetora era Nekhbet, que adotava a forma de um abutre.

Anúbis
É o nome do deus egípcio da morte. Era o deus do embalsamamento, guardião das tumbas e juiz dos mortos. Ele é representado com cabeça de chacal ou associado aos cães.

Arqueólogos
São os pesquisadores que estudam a arqueologia, ou seja, que estudam o passado.

Assuã
Uma das cidades mais antigas do Egito. Situada perto da primeira catarata do rio Nilo, ali ficavam as pedreiras que eram exploradas pelos antigos egípcios.

Avaris
Localizada na região nordeste do Delta do rio Nilo, foi uma cidade construída pelo povo estrangeiro chamado Hicsos. Eles tomaram as ruínas de uma antiga cidade e sobre elas construíram a cidade fortificada.

B

Baixo Egito
Assim foi chamada a região do Delta do rio Nilo que ficava ao norte de Mênfis. Seu símbolo era o papiro, e sua deusa protetora era a deusa cobra Wadjet.

Ba
Uma das muitas palavras egípcias que designam aspectos da personalidade, frequentemente traduzida por “alma”. O Ba está associado á divindade e ao poder; os deuses têm muitos Bas. O Ba do morto pode mover-se livremente no mundo dos mortos e voltar para terra.

Baixo-relevo
Técnica de escultura que consiste em rebaixar com o cinzel (pedaço de metal com uma lâmina na parte superior) os contornos das figuras para que estas ressaltem sobre o fundo.

Beduínos
Assim são chamados os nômades independentes que vivem no deserto árabe. Eles vivem em tribos criando animais, são pastores nômades. Viajam pelo deserto durante o inverno e voltam para a extremidade do deserto durante os verões.

Bernardino Drovetti
Bernardino Michele Maria Drovetti (1776-1852) era um diplomata, explorador e antiquário italiano.

Belicoso
Que gosta de Guerra, que excita à guerra: proclamações belicosas.

C

Câmara
O mesmo que uma sala ou um cômodo.

Cabecas de reservas
Esculturas tumulares do Império Antigo, que visam uma representação realística da cabeça do morto (daí o termo alternativo “cabeças-retrato”) e funcionando como seu substituto. Encontraram-se umas 30, sobretudo em Gizé.

Canopos
Vasos ou recipientes com tampa onde eram guardados os órgãos internos (fígado, pulmões, intestinos e estômago) do cadáver embalsamado.

Cartucho
Círculo com barra horizontal em baixo, alongado em oval, dentro do qual se escrevem os nomes dos faraós a partir da 4ª dinastia. Exemplos mostram que o sinal representa um nó de corda lancada, de modo a não ter fim. Simboliza, assim, o retorno cíclico, possivelmente relacionado com o sol.

Cenotáfio
Tumba ou local de culto funerário de tipo simbólico, que se somava ao verdadeiro lugar de enterro do proprietário. A tumba sul da Pirâmide escalonada de Djoser é um cenotáfio, assim como, provavelmente, as pirâmides subsi-diárias das dinastias IV-VI.

Colosso
Estátua acima do tamanho natural, geralmente de um faraó, embora também de particulares e de deuses; sua localizacão típica era na parte externa das portas ou pilonos dos templos, e comumente recebiam uma espécie de culto ou serviam como mediadores entre homens e deuses.

Cuneiforme
A escrita mesopotâmica, que utilizava uma cunha (objeto ponte-agudo para gravar no barro). No Egito foram encontrados textos cuneiformes em El-Amarna e em vários objetos do período persa. Alguns estudiosos acreditam que os hieróglifos egípcios tiveram influência da escrita cuneiforme.

Cursiva
Forma de escrita rápida, principalmente hierática e demótica.

Cânone
Um cânone é um conjunto de regras ou modelos sobre um determinado assunto.

Capitão Caviglia
Giovanni Battista Caviglia (1770-1845) era genovês e capitão da marinha. Foi ele quem descobriu a estátua colossal de Ramsés II, que estava caída com o rosto para baixo. Também foi ele quem encontrou uma parte da barba da esfinge, que foi levada para o Museu Britânico.

D

Delta
É uma área em forma de Flor de lótus que tem o solo rico onde deságua o rio Nilo.

Demótica
Significa “popular” em grego, e é uma variação da escrita hierática que se desenvolveu no Egito. Foi a escrita normal e cotidiana nos Períodos tardio e greco-romano.

Disco Alado
Disco solar com um par de asas estendidas. Talvez o exemplar mais antigo seja da I dinastia. É associado a Hórus de Behdet (Edfu) e simboliza o sol, especialmente na arquitetura dos tetos e estelas. Foi copiado fora do Egito com frequência.

Dinastia
Governantes pertencentes a mesma família que se sucedem no poder.

E

Enigma
É uma charada, um mistério, uma coisa difícil de compreender.

Enéade
Grupo de nove divindades.

Escriba
Era o responsável por todas as escritas, dos templos e do governo. Registrava datas, acontecimentos, escrevia mensagens, contava o gado e as provisões.

Egiptologia
Estudo da antiga civilizacão egipcia.

Eletro
Liga natural de ouro e prata abundante na Núbia e nas terras meridionais do Egito; era utilizada em joalheria, em esculturas e para recobrir obeliscos.

Enxó
Instrumento de metal utilizado no ritual funerário da abertura da boca; segundo alguns investigadores, deriva de uma ferramenta usada por canteiros e carpinteiros, segundo outros, do instrumento usado para cortar o cordão umbilical de um recém-nascido.

Escarabeu
Amuleto ou selo em formato de escaravelho, inseto associado á regeneração; o amuleto chamado escarabeu do coração era colocado entre as ataduras da múmia, na altura do coração, para propiciar sua ressurreição no além.

Esfinge
Símbolo do poder real, que adotava a forma de um leão sentado, geralmente com a cabeça de um faraó; a mais conhecida é a Grande Esfinge, em Gizé. Havia outras formas, veja no link sobre as Esfinges.

Estela
É um monumento de pedra que contém desenhos e inscrições. As estelas comemorativas ou votivas eram colocadas nos templos; as funerárias faziam parte da decoração da tumba.

F

Faraós
Assim eram chamados os reis que governavam o Egito como um país completo, ou seja o Alto Egito e o Baixo Egito

Fonograma
Símbolo escrito que recorda um som. Somente as consoantes eram anotadas de forma precisa, e os fonogramas podiam ter de uma a quatro delas.

Faiança
Tipo de cêramica muito apreciada no antigo Egito, onde era fabricada com quartzo triturado e recoberta com um esmalte vítreo verde ou azul; era muito usada na joalheria e para decoração.

G

H

Hematita
Minério usado na confecção de tintas pelos antigos egípcios.

Hicsos
Um povo que vivia no Delta e depois dominou parte do Egito.

Hieróglifos
É a forma mais antiga de escrita egípcia feita com símbolos e desenhos que representam sons, palavras e idéias.

Harém
Recinto fechado dentro do pálacio real ou de alguns templos, destinado a alojar mulheres, incluídas as rainhas e outras damas de alta estirpe.

Howard Carter
Ficou especialmente famoso por ter encontrado a tumba do Faraó Tutankhamon. Era arqueólogo nascido na Inglaterra e trabalhou com os maiores arqueólogos de sua época. Seu achado não foi apenas questão de sorte e sim, de muita dedicação e estudos. Conheça mais sobre ele, clicando aqui.

Heb-Sed
Cerimônia que originalmente era celebrada no trigésimo aniversário de ascensão ao trono, apesar de, em algumas ocasiões, ter sido celebrada com maior frequência.

Hierática
É a forma normal (cursiva) de escrita, em geral sobre papiro ou óstraco, ao longo de toda a história egípicia. Nos últimos tempos, a escrita hierática foi reservada para os textos religiosos; daí seu nome. Os símbolos hieráticos perdem o caráter pictórico dos hieróglifos e comumente se unem entre si.

Hipostila
Sala de colunas (colunas de sustentação). As salas constituíam a parte mais destacada e imponente na estrutura fundamental dos templos, e com frequência eram acrescentadas ao final, apresentando um complexo simbolismo. Muitos templos têm duas salas hipostilas.

Hórus, nome de
O primeiro nome na titulação de um faraó, normalmente escrito dentro de um serekh, e que consistia numa inscrição que identifica o soberano como a manifestação de um aspecto de Hórus.

Helíaco
É o nascimento de um astro, quando se dá ao mesmo tempo em que o nascer ou o pôr-do-sol.

I

Icnêumone
Pequeno roedor que mata serpentes e devora os ovos de crocodilo, parecido com o mangusto indiano. O icnêumone e o musaranho formavam uma dupla de animais relacionada ao deus solar. Sobretudo os primeiros eram enterrados nos períodos tardio e grego-romano e deles são conhecidas muitas estatuetas de bronze.

Itifálico
Com o pênis ereto (termo grego). São vários os deuses assim representados: Min, Amon (especialmente em Lúxor) e o revitalizado Osíris.

Império Antigo
Período da história egípcia compreendido entre os anos 3200 a.C a 2300 a.C.; Iniciou-se com a unificação do Egito.

Império Médio
Período da história egípcia compreendido entre os anos 2061 a.C e 1668 a.C.; Iniciou-se com a XI dinastia e terminou com a XIII.

Império Novo
Período da história egípcia compreendido entre os anos 1560 a.C e 1070 a.C.; iniciou-se com a XVIII dinastia e terminou com a XXI.

J

Jean François Champollion
Nascido na França (1790-1832), foi um lingüista e estudioso do Egito antigo. É considerado o pai da egiptologia porque foi ele quem conseguiu decifrar os hieróglifos

Jaspe
Variedade opaca de quartzo, própria para entalhe.


K

KA
Uma das almas dos egípcios.

Khopesh
Espada curta de bronze com lâmina em forma de foice.

L

Lenda
Fatos criados ou modificados pela imaginação popular. As vezes tem algum elemento real mas as vezes são totalmente inventados.

Logograma
Signo que na escrita representa uma palavra inteira, frequentemente com a adição de um traço ou da terminação feminina “.t”.

Lapis-lazuli
Pedra de cor azul com pigmentos esverdeados. Utilizada na fabricação de parte da máscara funerária de Tutankhamon.

Livro dos Mortos
Compilação de conjuro escritos em papiros, muros de tumbas e sarcófagos, cuja função era proteger o morto no além; estiveram em moda do Império Novo em diante.

Lótus
Termo empregado habitualmente para designar vários tipos de lírios de água nativos do Egito, cujos eram emblema do Alto Egito e um símbolo do renascimento na outra vida.

Linho
É uma planta muito fibrosa, usada para a fabricação de tecidos. Era muito importante para os egípcios. O linho é mencionado durante a História de diversos povos, inclusive no Antigo Testamento.

Lorde Carnavon
Seu nome era George Edward Stanhope Molyneux Herbert, foi 5º Lord de Carnavon. Sua importância na descoberta da tumba do Faraó Tutankhamon foi enorme, porque ele entrou com o financiamento e com as ligações políticas para conseguir o direito de escavação.

M

Maça
É uma arma que tem um cabo de madeira com uma cabeça de pedra ou outro material. As primeiras representações dessa arma estão na ”Paleta de Narmer”. Ela era usada para esmagar o adversário, como se usa um porrete.

Maldição
Seria o desejo de que males caiam alguém. Desgraça. Efeito de amaldiçoar, de desejar mal. Com o passar do tempo os pesquisadores começaram a acreditar em uma maldição da máscara do jovem faraó Tutankhamon que dizia que aqueles que tocassem na máscara do rei morreriam. E o que se viu foram algumas mortes misteriosas de pesquisadores que tocaram na máscara do pequeno e jovem faraó.

Mâneton
Foi um sacerdote egípcio que viveu no século III a.C. Ele escreveu uma coleção de três livros chamada Aegptiaca (que se perdeu, só restaram cópias), e foi daí é que foi copiada a divisão dos faraós do Egito em dinastias. Veja mais sobre ele, clicando aqui.

Marfim
É uma substância dura, resistente, branca, rica em sais de cálcio, que forma a maior parte dos dentes. Está relacionada aos dentes caninos dos elefantes, morsas e hipopótamos.

Mênfis
Foi uma das cidades mais importantes do antigo Egito e algumas vezes sua capital. Atualmente é a cidade do Cairo (capital do Egito atual). Foi fundada por Menés.

Múmias
São cadáveres secos embalsamados e enrolados em tiras de linho. As múmias mais famosas são as do Egito, mas existem múmias de outros povos.

Mumificado
Corpo transformado em múmia.

Mar, povos, do
Invasores do Egito ao final da dinastia XIX e começo da XX, provavelmente relacionados à onda de destruição que assolou o Oriente próximo e, mais remotamente, à queda da Grécia micênica e do Império hitita. Os especialistas continuam discutindo sua origem e identificação precisas.

Mastaba
Palavra árabe que significa banco, utilizada para designar as tumbas isoladas do começo do periodo dinástico e do Antigo Império (e algumas posteriores). A forma básica da superestrutura de uma mastaba era um retângulo com teto liso e paredes verticais (tijolos de barro cru) ou levemente inclinadas (pedra).

Mundo inferior, livros do
Composições combinadas de pinturas e textos, inscritas em tumbas reais do Império Novo, que descrevem a passagem do deus-sol através do mundo inferior e do céu; durante o período tardio foram aplicadas também à decoração das tumbas particulares.

Mirra
Resina perfumada de origem vegetal, utilizada como incenso e para perfumar azeites.

Monarquia
É um tipo de regime político que reconhece um monarca (rei de forma hereditária ou abdicada) como chefe do Estado.

N

Natrão
O tipo de sal usado para secar o cadáver visando a sua mumificação.

Nomos
Eram como pequenas cidades (é uma palavra grega), cada nomo tinha sua capital, emblema, divindade e regras. Isso existiu antes da unificação do Egito.

Nave
Santuário no qual são conservadas as estátuas dos deuses, especialmente nos santuários dos templos. Normalmente era colocada uma pequena nave de madeira dentro de um monólito em pedra dura; esta última é típica do período tardio e às vezes apresenta uma decoração delicada. Também se empregava o termo para designar um santuário com templo.

Necrópole
Palavra grega que significa cemitério. O termo designa geralmente as extensas e relevantes áreas de enterro que estiveram em uso durante longos períodos, enquanto cemitério se usa para os locais menores e mais homogêneos; os cemitérios também podem ser subdivisões de uma necrópole.

Nilômetro
Escada que descia até o Nilo na qual eram assinalados os níveis acima do curso baixo, marcando em alguns casos os níveis atingidos pelas inundações. Os mais famosos foram o de Elefantina e o da ilha de Roda (Rawda), no Cairo.

Nomarca
O funcionário principal de um nomo. Ao final do Antigo Império e começo do Médio, os nomarcas passaram a ser régulos locais e hereditários que governavam seus nomos com maior ou menor independência da autoridade central; os faraós da XI dinastia começaram assim. Durante a dinastia XII o cargo deixou de ter importância política.

O

Obelisco
Coluna monolítica fusiforme, geralmente de granito rosa, e com ponta em formato de pirâmide. É uma palavra grega que significa espeto. Os obeliscos eram símbolos solares, provavelmente com um significado parecido com o das pirâmides e associado a uma antiga pedra de Heliópolis chamada benben. Foram colocados em pares na parte exterior da entrada das tumbas do Império Antigo e fora templos; um obelisco, localizado ao leste de Karnak, foi objeto de culto.

Ogdóade
Termo que designa o grupo de oito divindades (quatro pares) vinculadas a Hermópolis, e que simbolizam o estado do mundo antes da criação. A composição do grupo varia.

Ortograma
Sinal da escrita cuja função é a de esclarecer a função que desempenha outro sinal ou a de indicar o dual ou o plural.

Óstraco
Lasca de pedra calcária ou caco utilizado para escrever (significa caco em grego); também o fragmento de um jarro com inscrições (registram, por exemplo, os detalhes de uma safra de vinho). São conhecidos óstracos de todos os períodos, embora sejam abundantes nas dinastias XIX-XX (foram encontrados mais de vinte mil). A maior parte do texto está em hierático ou demótico.

Obsidiana
Cristal verde escuro ou preto de origem vulcânica; no Egito era muito utilizado na joalheria, para entalhar amuletos e para simular os olhos nas estátuas.

Opet
Festival do Império Novo celebrado em Tebas para santificar o rei e reafirmar sua relação com o deus Amon; era marcado por uma grande procissão desde o Grande templo de Amon, em Carnac, até o templo de Luxor.

P

Palestina
É uma faixa de terra espremida entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. É delimitada pelo deserto da Arábia e pela Península do Sinai.

Paleta
É uma placa, pode ser uma tábua ou feita de pedra ou de outro material. Uma paleta pode conter inscrições (como a Paleta de Narmer), pode servir para os pintores disporem as tintas ou pode servir como base para dispor maquiagem.

Papiro
Espécie de papel feito com o caule de uma planta aquática também chamada papiro, que os antigos egípcios usavam para escrever.

Pirâmides
Uma pirâmide é um tipo de construção monumental, em pedra, com base retangular e quatro lados triangulares, que convergem para um vértice. Na verdade, além dos egípcios outros povos construíram estruturas em forma de pirâmide.

Pavilhão
Pequeno templo aberto utilizado como uma espécie de depósito das estátuas dos deuses durante as festividades em que deixavam os templos principais ou no festival sed.

Peristilo
Pátio rodeado de um telhado escorado por colunas (grego peristylon) e com um espaço aberto no centro.

Pilono
Entrada monunmental de um templo (é palavra grega que significa porta), formada por um par de maciços com uma abertura no centro, trabalhada geralmente em forma de portal. Todas as superfícies das paredes são inclinadas, os ângulos se completam com uma moldura tórica e a parte superior com toro e cornija caveto. Os pilonos compõem a parte maior e acessória do templo, e geralmente foram contruídos por último. Alguns templos têm várias séries deles (por exemplo, em Karnak há dez sobre dois eixos).

Piramidion
Pedra no cume de uma pirâmide ou no vértice de um obelisco. Era decorado e tornou-se pelos próprios méritos num objeto simbólico, sendo usado como a característica mais impressionante das pequenas pirâmides de tijolo nas tumbas particulares do Novo Império (Deir el- Medina, Saqqara) e do período tardio (Abidos).

Pronau
Recinto diante do santuário (nave) de um templo, cuja localização exata varia segundo o projeto dos diversos templos; às vezes o termo designa a sala hipostila.

Panteão
Conjunto de todos os deuses.

Período Ptolemaico
Último período faraônico, conhecido também como período grego compreendido entre 332 a.C e 30 a.C.; corresponde á època em que o Egito foi governado pela dinastia macedônia fundada por Alexandre Magno.

Pilar Djed
Amuleto ou símbolo em forma de coluna com três ou quatro segmentos horizontais; representava a coluna dorsal de Osíris e também a estabilidade e a continuidade da coroa.

Q

R

Resina
No Egito antigo, era a substância produzida por determinadas plantas, uma delas era a árvore do Cedro, usada para embalsamar as múmias.

Robert Schoch
É um geólogo norte-americano com Ph.D. em geologia e geofísica pela Universidade de Yale. Ele é um dos poucos geólogos a acreditar que a Esfinge de Gizé é mais antiga do que diz a História, baseado nos estudos da erosão.

Revestimento
Cobertura de uma parede ou bastião; podia ser meramente ornamental, como a pedra que revestia os tijolos de barro cru, ou então estrutural e projetada para dar maior estabilidade a um núcleo de cascalho.

Ritual
É o conjunto dos atos de uma cerimônia religiosa.

S

Salima Ikram
Nascida em Lahore, no Paquistão é uma Egiptóloga muito famosa que hoje vive no Cairo (Egito). Ela escreveu vários livros, participou de muitos projetos dentro da arqueologia egípcia, escreve para algumas revistas e participa de programas de televisão. Ela leciona na Universidade Americana do Cairo.

Serekh
É o nome de um símbolo hieroglífico de forma retangular no qual se inscrevia o nome de Hórus dos primeiros reis do Antigo Egpto. É uma representação da fachada do palácio real, baseando-se provavelmente no aspecto exterior das primeiras residências reais egípcias. Na parte superior do serekh era representado um falcão, que simbolizava o deus Hórus, com o qual os reis eram identificados (na visão egípcia os rei era um encarnação de Hórus). No final da II dinastia o rei Peribsen quebrou com a tradição de representar um falcão na parte superior do serekh, optando por ali colocar um animal associado a Seth. O seu sucessor, Khasekhemui, representou as duas criaturas no seu serekh, talvez com o objectivo de reconciliar os dois cultos rivais.

Setiano
Demoníaco, partidario de Set.

Semograma
Sinal da escrita que possui um significado, mas não um som. Os logogramas, taxogramas e ortogramas são tipos de semograma. Também se denomina ideograma.

Senhora da casa
Esposa, título que se dá às mulheres casadas a partir do Médio Império.

Sarcófagos
Eram grandes ataúdes de pedra que em geral, continham caixões menores.

Sumo sacerdote
Adaptação convencional do título de chefe do sacerdócio local. As formas egípcias dos mais importantes foram as seguintes: Amon (Tebas): o primeiro profeta de Amon; Ptah (Mênfis): o maior dos diretores de artesãos; Rá (Heliópolis): o maior dos videntes; Toth (el-Ashmunein): o maior dos cinco.

Sopdet
Nome egípcio da estrela Sirius, cuja aparição depois de permanecer setenta dias invisível, coincidia de grosso modo com o princípio da cheia anual do Nilo e marcava o ínicio de um novo ano.

T

Tebas
Antigo nome da cidade egípcia que hoje é chamada Luxor.

Templo Mortuário
Construção para reverenciar o espírito do morto. Os sacerdotes realizavam rituais para manter viva a memória da pessoa a quem pertencia o templo (em geral, os faraós).

Taxograma
Sinal que se coloca na escrita depois dos fonogramas de uma palavra e que assinala o domínio semântico a que pertence.

Templo Funerário
Templo onde era celebrado o funeral do faraó. Uma vez enterrado o soberano, no templo ocorriam regularmente os rituais destinados a garantir a continuação da existência do faraó no além; no início o templo era construído junto à tumba, mas durante o Império Novo passou a ser construído em separado para dificultar saques.

Touro Ápis
Touro vivo adorado em Mênfis como a encarnação do deus Ptah; para ser considerado como tal, tinha que possuir 29 marcas específicas como prova de que era a encarnação do deus. Quando morria, era pranteado por todos os egípcios e mumificado.

Tumba
É o local onde são sepultados os mortos. Existem tumbas escavadas na rocha ou no chão, como no Vale dos Reis.

Túmulos
É o mesmo que tumba.

U

Unificação
Quem juntou (deu origem a unificação/unificou)as duas terras do Egito sob um mesmo governo foi Menés ou Narmer. O nome é motivo ainda de discussões. O fato é que a partir dessa união de nomos sob o mesmo governo, começa a real história de um grande império e começa o reinado dos faraós, que eram os reis do país unido.

Uraeus
É um adorno em forma de serpente, também conhecida como naja ostentado em coroas dos deuses e de faraós do Antigo Egito. Também adornava templos, para protegê-los. A ostentação da uraeus era um símbolo da invencibilidade do faraó e de sua imortalidade.

Usurpador
Aquele que se apodera da autoridade soberana por meios ilícitos. Que se passa por outra pessoa.

V

Vale dos Reis
Região a oeste de Tebas usada como local de sepultamento de diversos faraós e portanto se tornou um rico sítio arqueológico.

Vale das Rainhas
Cemitério para as esposas reais e seus filhos, localizado a cerca de dois quilômetros a sudoeste do Vale dos Reis.

Vasos Canopos
Eram quatro vasos especiais que guardavam os órgãos internos da múmia (fígado, pulmões, estômago e intestinos), cada vaso tinha uma tampa em forma de cabeça, de homem, de falcão, de babuíno e de chacal.

Vizir
É o homem mais importante do governo do Egito, logo depois do faraó.

W

X

Y

Z

Zahi Hawass
É o mais famoso arqueólogo do Egito. Aparece sempre nos programas de televisão e é muito respeitado por seu amor às coisas do Egito. Desde 2002 é o Chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. Veja mais sobre ele, clicando aqui.


Fontes / Referências:

– BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2004.

– MCDONALD, Angela. The Ancient Egyptians: Their Lives and Their World. Published by The British Museum Press, 2008.

– MILLARD, Anne. The Egyptians (Peoples of the past). London: MacDonald & Company, 1975.

– MORLEY, Jacqueline; SALARIYA, David. How Would You Survive As an Ancient Egyptian?.  London: Orchard/Watts Group, 1999.

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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.