Helena Trindade Lopes lança o livro ‘A Mulher que Amou o Faraó’..

“A Mulher que Amou o Faraó” assinala a estreia da historiadora Maria Helena Trindade Lopes no romance, concretizando assim “um sonho adiado”. Em declarações à Lusa, a investigadora afirmou que chegou a projetar ser escritora e todos os professores vaticinavam-lhe um futuro literário que a carreira académica na área da História e da Arqueologia adiou.

“Este livro concretiza um sonho adiado, aproveitei o fato de estar de licença sabática e entre março do ano passado e setembro escrevi-o, depois foi só limar as arestas”, contou a autora sobre a obra que vai ser apresentada na quinta-feira, em Lisboa. A ação passa-se num período atípico da história do Antigo Egito, quando o Faraó Amenhotep IV, casado com “a bela Nefertiti”, impõe uma religião monoteísta em oposição à prática oficial politeísta, o que duraria apenas no seu reinado, pois os egípcios voltariam ao politeísmo.






A escolha deste período foi “por ser um momento único da História do Egito e era importante torná-lo mais conhecido do grande público”, afirmou a autora. “Depois da ‘revolução de amarna’ (como é referenciada a mudança oficial de religião) as coisas não voltaram a ser como eram. Um dos reflexos é que os egípcios passaram a ter uma maior piedade pessoal, isto é passaram a consagrar-se mais a uma divindade da sua eleição e não a todo o panteão”, explicou a historiadora.

Referindo-se ao romance – o primeiro de uma série de três -, como revelou à Lusa, a historiadora afirmou que escolheu “uma intriga de amor muito marcada pela sensualidade”. “É uma história de amor que pretende retratar como se amava no Antigo Egipto, que era de uma forma mais sensual, erótica e carnal”, esclareceu a historiadora.


Fonte: http://www.jornaldamadeira.pt

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Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.