Pedra de Rosetta

A Pedra de Rosetta é um decreto aprovado por um conselho de sacerdotes que afirmam o culto real de 13 anos de idade de Ptolomeu V no primeiro aniversário de sua coroação.

Ela em si é um fragmento de uma estela de granodiorito (semelhante ao granito) do Antigo Egito, o qual foi de importância ímpar para a compreensão dos hieróglifos egípcios. Sua inscrição registra um decreto de 196 a.C., na cidade de Mênfis.

A Pedra da Rosetta – Atualmente no Museu Britânico

 

“Uma nova era começou quando a Pedra de Rosetta foi descoberta no Delta do Nilo durante a Expedição de Napoleão Bonaparte ao Egito. Em 1799, os franceses estavam recolhendo pedras para fortalecer as muralhas de suas defesas costeiras contra a marinha britânica, quando o oficial, tenente Pierre François Xavier Bouchard, avistou uma pedra inscrita com três painéis horizontais de texto. Percebendo que poderia ser de grande importância, ele envia a pedra para o instituto que Napoleão tinha fundado no Cairo.” (DAVID, 2003, p.241)

Encontrada próximo à cidade de El-Rashid (Rosetta), a Pedra de Rosetta, na derrota de Napoleão para o Reino Unido, tornou-se propriedade Inglesa nos termos do Tratado de Alexandria (1801), juntamente com outras antiguidades que os franceses haviam encontrado. A importância dessa pedra para a Egiptologia é enorme.

 

 

Por um bom tempo os hieróglifos ficaram ocultos, já que a sua compreensão tinha se perdido ao longo das gerações. Thomas Young, físico Inglês, conseguiu traduzir alguns símbolos na Pedra de Rosetta. Mas foi um francês, Jean-François Champollion, estudioso e especialista em línguas, que percebeu que alguns dos hieróglifos eram fonéticos e lançou as bases de nosso conhecimento da língua e da cultura antiga egípcia.

“Uma grande virada veio em setembro de 1822. Champollion estava estudando cópias de uma inscrição do templo de Abu Simbel e, usando os princípios fonéticos já estabelecidos por Young e por ele, foi capaz de identificar o nome do rei Ramsés II. Com isso, percebeu que os egípcios não só usavam a fonética para escrever os nomes de governantes estrangeiros, como Ptolomeu e Berenice, mas também escreviam os nomes de seus próprios reis da mesma forma. Assim, ele entendeu que muitos hieróglifos foram, de fato, verdadeiramente fonéticos e não simbólicos, deixando suas conclusões no famoso Lettre à M. Dacier relative à l’alphabet des hiéroglyphes phonétiques (1822).”(DAVID, 2003, p.242)

 

Segundo o que consta no site do Museu Britânico, “A Pedra de Rosetta é exibida no Museu Britânico desde 1802, sendo hoje o artefato mais visitado do museu. No final da Primeira Guerra Mundial, em 1917, quando o museu estava preocupado com o pesado bombardeio em Londres, eles se mudaram por segurança, levando consigo a Pedra de Rosetta. A pedra passou dois anos em uma estação de metrô a cinquenta metros do caminho de ferro abaixo do solo em Holborn”.

 

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Autor: Lucas Ferreira

 

Fontes / Referências:

– BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2008.

– BBC, Documentary. Chapter 5 – The Mystery of the Rosetta Stone (no Brasil: Capítulo 5 – O Mistério da Pedra de Rosetta)

– DAVID, Rosalie. Handbook to life in ancient Egypt. 2 Ed. New York: Facts On File, 2003.

– SHAW, Ian. The Oxford Illustrated History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.
Sites / Referências:

http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/

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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.