Início Antigo Egito Bastet

Bastet

429
9
COMPARTILHAR

BASTET: É a deusa Gato adorada por todos no antigo Egito. No início era vista como a deusa-leão já que representações mostravam ela com cabeça de leão. Ela aparece nos textos das pirâmides do faraó Unas como sendo a protetora do soberano.

Bastet era vista como a senhora do Oriente e Sekhmet (a deusa leão) era vista como a senhora do Ocidente. Geralmente é representada como uma mulher com a cabeça de um gato segurando um Sistrum (instrumento musical) e um Égide (espécie de escudo protetor) ou apenas em forma de um gato.

Representação de Bastet segurando o Sistrum e o Égide (Aegis)

Assim como outros deuses, Bastet tinha seu lado carinho mas também tinha o seu lado feroz. Segundo REMLER (2010, p. 26) “Em uma versão da mitologia, Bastet se torna a filha do deus do sol Rá, e quando ela é chamada para proteger seu pai, Bastet vira a fúria nos olhos de Rá e como uma filha obediente, ela realiza as ordens do deus.” No Império Novo, a deusa se tornou muito popular nos lares egípcios pelo fato do gato ser um animal muito querido por todos, protegendo as mulheres grávidas e o lar de invasores (roedores e outros animais). Heródoto relata que os festivais dedicados a ela eram muitos e consequentemente foi considerada a deusa do prazer e da abundância.

 

Estátua de Bastet na forma de gato – Museu do Louvre, Paris.

 

Bastet tinha seu principal culto na cidade de Per-Bast, que significa “Casa de Bastet” atualmente Bubastis na região do Delta do Nilo e atraía multidões de pessoas que festavam por dias sempre regado a muito vinho. Millhares de múmias de gatos foram encontradas em Bubastis o que mostra toda a devoção do povo egípcio para com a deusa. Alguns relatos dão conta que os gatos eram criados no próprio templo como sendo a própria deusa e que depois de mortos foram mumificados e enterrados ali.

 

Autor: Lucas Ferreira

Fontes / Referências:

– BUDGE, Wallis. Osiris, The egyptian religion of resurrection. Publisher: University Books, 1961.

– HART, George. The Routledge Dictionary Of Egyptian Gods And Goddesses. 2. ed. Publisher: Taylor & Francis Group, 2005.

– MILLARD, Anne. The Egyptians (Peoples of the past). London: MacDonald & Company, 1975.

– QUESNEL, A et al. O Egito: Mitos e Lendas. Editora: Ática, 1993.

– REMLER, Pat. Egyptian Mythology A to Z. 3. ed. Publisher: Chelsea House, 2010.

Imagens / Fonte:

http://www.kingtutone.com/clipart/

http://www.neferchichi.com/clipart.html

COMPARTILHAR
Artigo anteriorThoth
Próximo artigoAnukis
avatar

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.

9 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia! Muito bacana o seu site! Existe algum dia consagrado à deusa Bast? Datas comemorativas se aplicam ao panteão egípcio? Já vi referência a 22/03 e a 15/04. Obrigada!

    • Olá Isabel, tudo bom? Fico feliz que tenhas gostado do site. Existe datas comemorativas aplicadas ao panteão egípcio. No entanto, fazer a conversão delas para o nosso calendário é algo muito complexo, eu arriscaria a dizer que em alguns casos, com o conhecimento existente, é impossível fazer. Até mais.

  2. Até hoje, algum tipo de imagem, estatua dela foi encontrada?
    Sempre pesquiso sobre ela, sou fascinada. Mas, hoje em dia na internet não da para confiar em todas as imagens pesquisadas, já que tudo é meio manipulado e criado com o uso de programas de computador!

    • Outra coisa, li em seu blog que Bastet era a Deusa do Oriente e Sekhmet Deusa do Ocidente… Alguma ligação as torna a mesma Deusa? Muitos aspectos de uma são parecidíssimos com a outra e também, com a Orixá Oxum da Umbanda!

    • Olá Melissa, tudo bom? Sim, há várias estátuas da deusa Bastet encontradas. Elas não eram a mesma deusa, mas como em boa parte do panteão egípcio, havia uma fusão dos deuses. Até mais.

  3. Gosto muito de gatos.O primeiro que eu gostei chamava-se xisumo/Ling/ling/tiu que era uma forma de homenagear os olhinhos puxados dos gatos lembrando sua possível orígem extremo oriental.Ele me ensinou a ter uma paciencia que quando criança eu não tinha, pois quando gostava de um gatinho queria enguli-lo canibalescamente mas depois de adulto amadurecido e capaz de ter paciencia aprendí a perdoar suas mordidas descobrindo um amor felino que jamais conhecí. Essa é a historia.

DEIXE UMA RESPOSTA

*