O Comércio

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O Comércio

No antigo Egito, o comércio era feito entre os egípcios e também entre outros povos. O comércio exterior era organizado pelo Faraó, que ficava responsável por comandar as expedições. Geograficamente o Egito era favorecido e mantinha negócios com algumas ilhas gregas, com a África e com a Ásia. Utilizava-se como câmbio a troca de mercadorias. Os principais produtos que os egípcios exportavam eram ouro (muito requisitado por outros povos), papiro, linho, trigo e artefatos feitos pelos artesãos.


Ourives, marceneiros, joalheiros e gravadores trabalhando em artefatos para o comércio – Tumba de Nebamun e Ipuky: 18ª Dinastia.

 

Para DAVID (2003, p.300):

Os egípcios consideravam seu próprio país como o centro do mundo e, embora tivessem comércio e negociações com outras terras para a obtenção de matérias-primas que eram escassas ou inexistentes no Egito, aparentemente não tinham grande desejo de explorar ou viajar para o exterior. Eles preferiam se concentrar no comércio local.

 

Soldados Egípcios na expedição a terra de Punt, Pintura no templo Deir el-Bahri.

 


Uma dessas viagens foi para Punt. A expedição está representada no templo de Deir el-Bahari. Hatshepsut era amante das especiárias oriundas dessa terra e enviou para lá uma expedição. O objetivo era trazer árvores de incenso e mirra para que fossem plantadas em solo egípcio. Punt era conhecida por suas variadas riquezas. Animais exóticos, ébano, marfim, incenso e mirra eram abundantes e despertavam o interesse dos egípcios.


Este relevo mostra árvores de incenso e mirra obtidas pela expedição de Hatshepsut à Punt.

 

As três principais áreas de comércio e atividade comercial foram centradas no porto de Byblos na costa da Síria através do qual eles obtinham madeira de boa qualidade; Núbia, ao sul do Egito, fonte de granito, pedras semi-preciosas, ouro e vários produtos exóticos; e Punt, a misteriosa terra ainda não identificada para o qual navegaram ao longo da costa oeste do Mar Vermelho, onde conseguiam incenso e mirra para seus templos. (DAVID, 2003, p.300)

 

Sem dúvida a ida a lendária Punt pela rainha Hatshepsut foi um dos pontos altos no comércio egípcio. A expedição foi recebida pelo rei Perehu, e a rainha, Ety, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. A viagem parece ter sido tranquila e de cunho agradável para ambos os lados.


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Autor: Lucas Ferreira



Fontes / Referências:

- BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2008.

- DAVID, Rosalie. Handbook to life in ancient Egypt. 2 Ed. New York: Facts On File, 2003.

- SHAW, Ian. The Oxford Illustrated History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.

Sites / Referências:

- http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/

 


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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Escritor do Livro "A Lei do Sofrimento". Apaixonado pelo Antigo Egito e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.