Viagem ao Egito – Dezembro de 2012 – Janeiro de 2013

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17 de Dezembro de 2012 – Criciúma / SC – É chegado o grande dia! Dia de partir rumo a realização de um grande sonho, o maior deles até então. Ao me dirigir de carro ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz em Florianópolis – SC, um estado de ansiedade vai tomando conta de mim e mal consigo relaxar, a expectativa é tamanha que em um primeiro momento, eu olhava para o relógio de 2 em 2 minutos!

Com o passar da viagem, que dura em torno de duas horas e meia de Criciúma até Florianópolis, fui me acalmando e me preparando mentalmente para enfrentar o que eu já sabia que viria; Aventura! Chegando ao Aeroporto, me dirijo para o Check-In da CIA AÉREA e despacho as malas diretamente para o CAIRO (Nessa hora, queria eu já estar lá). Embarque sem atrasos e decolagem na hora marcada 18:10 com duração de uma hora e cinco minutos.

Já em São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, realizo todos os procedimentos legais para um embarque Internacional. Na hora de passar pela Polícia Federal, computadores com problemas, grande fila, atraso de Voos e responsáveis pelas CIAS AÉREAS precisando vir retirar passageiros da fila para que pudessem embarcar no horário. Resumindo, pessoas indignadas e eu pensando “Copa do mundo no Brasil? – Min quer passar bem longe daqui.. Uga Uga!”

Depois dessa maratona, entro abordo de um Boeing 777-300ER rumo a Amsterdam, que é a escala feita antes de chegar ao Cairo. A decolagem inicia as 21:05 com duração de onze horas e quarenta e cinco minutos.

18 de Dezembro de 2012 – Amsterdam / Holanda – Já no velho continente, tenho em torno de 6 horas antes de fazer o procedimento de embarque para o Egito. Com o endereço de um Museu Egípcio em Amsterdam nas mãos, me lanço para fora do Aeroporto em busca dele.

Antes de sair, preciso passar na imigração/polícia e explicar o porque estou saindo do SCHIPHOL AIRPORT, se ali, no meu itinerário, é só uma escala. Visto concedido e a corrida contra o relógio inicia. Perto da porta de saída, bilheterias do metrô vendem os tickets. O Acesso a estação é feito por uma escada de dentro do Aeroporto o que facilita e muito para quem não conhece a cidade.

Próxima parada, estação Central do Metrô de Amsterdam (Aprox. 15 min). A cidade é linda e o que chama atenção são as inúmeras bicicletas de um lado para o outro. Uma ciclovia de ida e volta, vai acompanhando as ruas e compondo aquele cenário maravilhoso. Passo por alguns lugares bem conhecidos internacionalmente como o Sex Museum (www.sexmuseumamsterdam.nl) e o Museu Madame Tussauds (www.madametussauds.com/Amsterdam/en/), sendo esse último, visitado por mim em Nova York em 2009.

Começo a perguntar para algumas pessoas na rua onde fica o Museu Egípcio e naquele exato momento, tenho a certeza de que os “deuses” estão ao meu lado. Eu estava na rua do Museu, pouco menos de 400 metros e no caminho ainda me deparo com um ônibus adesivado sobre uma exposição dos tesouros de Tutankhamon (www.amsterdamexpo.nl/en/tutankhamun-the-exhibition/) que ficará em aberto até 05 de Maio de 2013. Se o tempo não fosse curto, eu com certeza teria ido a exposição em uma cidade que respira o antigo Egito.

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Chegando ao Museu de Arqueologia Allard Pierson (http://allardpiersonmuseum.nl/english/), que faz parte da Universidade Van Amsterdam (http://www.uva.nl/home), começo a sentir toda aquela atmosfera, que só os apaixonados pelos antigos egípcios conseguem descrever. O Valor de entrada custa 10 Euros por pessoa e te dá direito a navegar por toda a coleção disponível. Há diversas seções, entre elas Gregas e Romanas, das quais me interessam, porém o meu foco estava todo voltado para a parte egípcia, denominada pelo Museu de “Mundo do Egito” que fica já na entrada ao lado direito do corredor principal.

O Allard Pierson Museum está localizado no endereço: Oude Turfmarkt 127 1012 GC, Amsterdam – Holanda. O contato com o Museu pode ser feito através dos telefones: +31 (0)20 52 52 556 / Fax: +31 (0)20 52 52 561 ou pelo E-mail: allard.pierson.museum@uva.nl. Ele funciona de Terça à Sexta das 10:00 até às 17:00 e Sábado e Domingo, das 13:00 até às 17:00. Segunda-Feira ele é fechado.

O Museu dispõe de artefatos incríveis de diversos períodos do antigo Egito, porém ele peca em algo fundamental que a grande maioria dos Museus Brasileiros também pecam! Não há quase nada, ou pouquíssimas informações em Inglês. Todos os detalhamentos tais como quem descobriu as peças, sua origem, o que representam entre outras informações essenciais estão apenas em Holandês. Já contactei um amigo que morou por anos na Holanda e ele traduzirá as informações para mim, da qual irei repassá-las aqui.

Câmeras não profissionais e SEM FLASH são permitidas. Segue abaixo, as fotos tiradas por mim dentro da área Egípcia do Allard Pierson Museum.

Depois de 3 horas curtindo a coleção egípcia é chegada a hora de voltar ao Aeroporto. Vou me despedindo de minha breve passagem por Amsterdam e saio com a sensação de estar em uma cidade que ama o Antigo Egito. A cada minuto que passa, mais próximo do destino final fica e agora são apenas quatro horas e vinte e cinco minutos me separando do Cairo!

Decolagem no horário previsto; 20:55 com chegada às 02:20.

19 de Dezembro de 2012 – Cairo / Egito – Na chegada ao Aeroporto Internacional do Cairo, não consigo acreditar que estou em Terras egípcias, o cansaço da viagem vai se misturando a uma emoção tão grande, que só é completa ao receber o Visto de entrada nas próprias dependências do Aeroporto. O Valor do visto é de 15 dollares e é a primeira coisa que precisa ser feita ao chegar no Cairo (Há também a possibilidade de tirá-lo no próprio Brasil). Malas nas mãos e na saída estou sendo esperado por um egípcio do hotel no qual eu ficaria hospedado. Ele segura uma placa com meu nome e o nome do Hotel.

Alguns minutos dentro do Táxi e chegamos ao endereço de repouso! O Lugar não é nada parecido com o que tinha visto nas fotos e lido em comentários, mas estou no EGITO e isso é a única coisa que realmente importa. Desfaço as malas porque em pouco menos de 6 horas começa o roteiro turístico com um guia local. Deito na cama e apago, mas derrepente sou acordado com a reza de uma mesquita, na qual o som ecoa por alto falantes gigantes! Viva o Egito! Era disso que eu estava falando! Volto a dormir e agora sim acordo apenas no horário marcado.

Levanto e vou direto falar com o Guia. Seu nome é Ahmed e estava me esperando na entrada do Hotel (Arabian Nights). Conversa vai e conversa vem e vamos vendo que temos muitas coisas em comum. Ahmed é um guia experiente e apesar da pouca idade, já fala fluentemente vários idiomas. Conversávamos muito através do MSN enquanto eu ainda estava no Brasil, mas pessoalmente, consigo trocar diversas informações e em pouco tempo parecia que já nos conhecíamos desde crianças.

Nossa primeira parada: Cidadela e a Mesquita de Mehmet Ali.

A Cidadela foi erguida por Saladino em 1176 com algumas pedras retiradas das Pirâmides do complexo de Gizé. Ela servia como uma fortaleza e abrigo para os poderosos até a época de Mehmet Ali em meados de 1849. O chefe de estado, Mehmet Ali nasceu em 1769 em Cavala e construiu no sul da Cidadela uma linda mesquita de alabastro. A mesquita contém duas partes, sendo uma aberta e outra fechada onde é feita as orações. Na parte aberta, podemos ver a torre onde fica o sino que o Rei da França Luís Filipe deu em troca pelo obelisco de Ramsés II que hoje se encontra em Paris na praça Concorde. Há também uma Fonte barroca que fica bem ao centro do pátio.

A parte fechada das orações é muito linda! Há uma decoração que chama atenção de todos que ali adentram. No lado direito da entrada, pode ser visto o túmulo onde está enterrado Mehmet Ali. Dentro ainda, podemos ver dois púlpitos, sendo um de madeira pintado de verde com alguns detalhes em ouro construído por Ali e um outro púlpito de alabastro construído a pedido do Rei Faruk (Foi inserido dentro da mesquita em 1939). Bem no centro tem um lustre enorme que também foi um presente francês. Há ainda centenas de vitrais coloridos. Toda a mesquita é uma grande obra de arte!

Dali partimos para uma Igreja Copta chamada de Igreja Abu Serga (Igreja de São Sérgio). Ela foi dedicada a dois oficiais Romanos que morreram como mártires na Síria; Sérgio e Baco. É uma das mais antigas igrejas do Egito e foi construída sobre uma cripta, na qual acredita-se que a santa família (José, Maria e Jesus) se refugiou. Desde a sua construção no século IV, sendo finalizada no século V, ela passou por diversas reformas, sendo a última em 2001.

Um almoço nas margens do Nilo, faz eu me sentir cada vez mais realizado, contemplando aquelas águas que outrora foram sagradas. Próxima parada; o Museu do Cairo! Visita essa que eu faria mais duas vezes até o fim da viagem.

Restaurante as margens do rio Nilo..

O Museu Egípcio do Cairo fica situado bem no centro da cidade, na famosa praça Tahrir, onde em 2011 ocorreram as manifestações que derrubaram o então presidente Hosni Mubarak e todos seus ministros e aliados como o egiptólogo Zahi Hawass. O local atual foi fundado em 1902 pelo arqueólogo/egiptólogo Francês, Auguste Mariette, que tinha sido nomeado para o cargo do Serviço de Antiguidades do Egito (similar ao SCA) em 1858. Mariette está enterrado no pátio do Museu ao lado esquerdo dos portões de entrada.

O museu tem um acervo de aproximadamente 120 mil peças, sendo um dos lugares mais visitados por estudantes de Egiptologia. Segundo informações que obtive de alguns egípcios, há artefatos que passam despercebidos por muitos estudiosos e que são verdadeiros quebra-cabeças para desvendar detalhes de alguns períodos obscuros da história egípcia. O Museu abriga os principais achados arqueológicos do mundo, dos quais listarei alguns:

– Paleta de Narmer
– Estátua de Calcário do sacerdote Rahotep e sua esposa Nofret
– Estátua do Faraó Queóps (A única representação encontrada dele até hoje)
– A tríade de Miquerinos
– Estátua de diorito verde do Faraó Quéfren
– A representação do Escriba (5º Dinastia)
– Estátua de Madeira do oficial Ka-Aper
– Estátua de Akhenaton

– Os tesouros de Tutankhamon: Tais como sua máscara funerária de ouro maciço que pesa 11 kilos, o sarcófago interno também de ouro maciço pesando 114 kilos, dezenas de estatuetas, colares e utensílios para a vida pós morte do Faraó menino.

Há ainda duas salas das múmias reais, que ficam no segundo andar e que não estão inclusas no valor da entrada. Para visitá-las, o turista paga 100 Libras egípcias e o estudante paga metade. Múmias como a de Seti I, Ramsés II, Ramsés III, Ahmose, Tutmosis II e Tutmosis IV podem ser admiradas.

O ticket para e entrada no Museu custa 60 Libras egípcias para os turistas e 30 Libras para os estudantes. Não são permitidas câmeras fotográficas de modelo algum, mas há a possibilidade de pagar uma taxa para entrar com elas. Uma tabela de preços é visível para o acesso de equipes de filmagem (programas de TVS, documentários, jornalistas..). Caso você seja egípcio ou tenha a dupla cidadania, você paga apenas 4 Libras.

Dentro do Museu, você entra em um livro de história 3D, as exposições ficam divididas em categorias (antigo Império, médio Império, período de Amarna, tesouros de Tutankhamon..) e cada sala tem uma identificação, facilitando o trabalho de guias, turistas e estudantes. Todas as peças são catalogadas com inscrições alfanuméricas e comumente encontramos estudantes debruçados nos vidros expositórios fazendo anotações de Hieróglifos, desenhando e colhendo todas informações possíveis. Anotei muita coisa em meu caderno e em breve passarei essas anotações, ou pelo menos as mais relevantes para o site.

As fotos acima foram tiradas do celular e por isso a qualidade não está boa. Dentro do museu, ainda é possível ver uma loja onde alguns livros são vendidos. Nada muito interessante e para obter um material de qualidade é preciso ir a alguma livraria especializada. No centro do Cairo é possível encontrar diversas, mas eu recomendo ir na livraria da Universidade Americana. Lugar onde encontrei alguns bons livros como esse guia mais detalhado sobre o Museu.

Prefácio de Dr. Zahi Hawass

Prefácio de Dr. Zahi Hawass

 

Abaixo segue um vídeo do Pátio do Museu Egípcio no Cairo.

 

Já começava a escurecer no Cairo e então fomos cancelar o hostel (Arabian Nights) que como mencionado anteriormente, não era nada do que tinha sido anunciado no site de reserva especializado em hotéis (www.booking.com). Depois de resolvido esse pequeno contra-tempo nos dirigimos a um hotel na rua das Pirâmides de Gizé! Um verdadeiro espetáculo! Do meu quarto era possível contemplar as imponentes moradas finais de Queóps, Quefrén e Miquerinos. Que vista deslumbrante! Mal conseguia acreditar que estavam ali tão perto! No terraço, um restaurante com vista panorâmica fazia a alegria dos hóspedes e principalmente a minha!

 

 

O Gawharet Al Ahram é um hotel pertencente a uma rede espanhola, na qual eu deixo aqui a minha recomendação. Localizado na “Rua das Pirâmides”, no endereço: 103 Al Haram St em Giza, ficando quase em frente ao Hospital Haram. A qualidade do serviço é excelente e o seu preço é atrativo. No site (www.gawharetalahramhotel.com), você pode ver as imagens e fazer as reservas online.

20 de Dezembro de 2012 – Cairo / Egito – Dia amanhecendo e o próximo destino nada mais nada menos que as Pirâmides do complexo de Gizé! Finalmente eu iria ter a oportunidade de ver a arquitetura dos mais belos monumentos do mundo.

As Pirâmides foram construídas em um elevado ao sul do Cairo para fugirem das inundações do Nilo. Segundo o Historiador Grego Heródoto, foram preciso 100.000 homens e 20 anos para levantar a Grande Pirâmide (do Faraó Khufu/Queóps). Ela é considerada uma das sete maravilhas do mundo Antigo (e moderno também) e inspirou frases como: “O homem teme o tempo e o tempo teme as pirâmides” (Provérbio Árabe). Construída a mando do Faraó Khufu, que reinou na 4º dinastia (2.500 a.C), a grande Pirâmide tinha inicialmente 146 metros de altura (atualmente com aprox. 138) e uma base de 230 metros. É toda composta por pedra calcária e não há nenhuma inscrição nela, exceto alguns possíveis números encontrado por um robô (http://antigoegito.org/oculto-ha-mais-de-4-500-anos-textos-na-grande-piramide/). Há ainda três Pirâmides menores, chamada de “Pirâmides das Rainhas”.

Custo: O Valor para entrar no Vale das Pirâmides de Gizé custa 60 Libras para os Turistas e 30 Libras para os Estudantes. Você ainda pode entrar na Grande Pirâmide e ir na Câmara do Rei, pagando 100 Libras como Turista ou 50 como Estudante.

 

Grande Pirâmide - Face Oeste..

Grande Pirâmide – Face Oeste..

 

Há poucos metros, podemos ver e contemplar a Pirâmide do Faraó Khafre/Quéfren que também reinou por volta de 2.500 a.C e foi o filho do Faraó Queóps. Sua Pirâmide tinha 143 metros de altura (atualmente com aprox. 138) e uma base de 215 metros. Ela é a única que tem seu topo original. Dentro da câmara funerária, encontra-se o sarcófago de granito do Faraó. Cuidando da Pirâmide, está a exuberante Grande Esfinge. É o mais belo trabalho de escultura que eu vi! Ela tem o corpo de um leão e uma cabeça humana, da qual sua face é atribuída à Khafre. Em suas patas, bem a frente dela, podemos ver uma estela comemorativa de Tutmosis IV (aprox. 1500 a.C), conhecida como a “Estela do Sonho”, que conta a revelação que Tutmosis teve ao adormecer sobre a esfinge. Segundo o sonho, Rá lhe concederia a coroa do Egito. O Nariz dela foi destruído e até hoje não se sabe por quem. Alguns afirmam que foram o exército de Napoleão, mas conversando sobre esse episódio, me falaram que possivelmente foram os Mamelucos no século XVI.

Custo: O Valor para entrar dentro da Pirâmide de Khafre (Quéfren) é 30 Libras para os Turistas e metade para os Estudantes.

 

A Grande Esfinge e a Pirâmide do Faraó Khafre (Quéfren)

A Grande Esfinge e a Pirâmide do Faraó Khafre (Quéfren)

 

Ainda nos arredores da grande Esfinge, podemos ver o templo do Vale do Faraó Khafre. Descoberto pelo egiptólogo Francês Augusto Mariette em 1853, foi todo construído em calcário e revestido com granito de cor rosada. O Templo é um dos caminhos para se chegar ao lado esquerdo da Esfinge, onde a grande maioria dos turistas tiram as clássicas fotos com ela (beijando, abraçando, dando a mão..). O Acesso ao templo já está incluso no valor inicial (100/50 Libras) e na entrada eles apenas pedem o ticket para conferir.

 

Templo do Faraó Khafre..

Templo do Faraó Khafre..

 

Um pouco mais afastada, está a Pirâmide de Menkauré (Miquerinos), com tamanho original de 66 metros de altura e 108 metros de base. Filho de Quéfren, sua Pirâmide é a menor entre as Pirâmides do Vale que foram dedicadas aos Reis. O revestimento externo dela era proveniente de Aswan e ainda é possível encontrar restos dele. Em 1835, Howard Vyse descobriu um sarcófago no seu interior, mas na tentativa de levá-lo para Inglaterra, o mesmo afundou e se perdeu no mar Mediterrâneo. Encontra-se ainda três Pirâmides satélites, menores que as de Queóps.

Custo: O Valor da Entrada é de 30 Libras para os Turistas e 15 para os Estudantes.

 

Pirâmide de Miquerinos..

 

As três Pirâmides ficam alinhadas na diagonal afim de que nenhuma delas esconda o sol uma da outra. Cada uma das Pirâmides fazem parte de um complexo no qual basicamente se tem: A Pirâmide; que servia como a morada final do Faraó (Túmulo). Dois templos; Sendo o Primeiro na parte mais baixa, onde era utilizado como lugar de mumificação e o Segundo na parte mais alta, conhecido como Templo Funerário onde era feita as oferendas. Uma rampa ligava os dois templos. Abaixo estão as fotos das três visitas que eu fiz ao complexo.

Como vocês podem notar, as pessoas estão sempre muito bem agasalhadas, apesar do Sol estar sempre brilhando, nessa época do ano é muito frio e em alguns dias o vento é fortíssimo. É sempre bom usar protetor solar com fatores altos, chapéus ou bonés.

No sudeste da Grande Pirâmide, existe o Museu da Barca Solar, que foi construído em cima de onde o Barco de Khufu foi encontrado. Descoberto em 1954 pelo arqueólogo Kamal El-Mallakh, ele possui 43,3 metros de comprimento e 5,6 de largura. Feito com madeira de Cedro, ele foi achado desmontado em 1.224 peças, dentre elas, seus remos e cordas que podem ser vistos dentro do Museu.

Levou em torno de 10 anos para a montagem, restauração e exposição, realizada por Ahmed Yousef em 1982. Segundo a mitologia egípcia, o Barco Solar servia para transportar o morto através da sua jornada rumo a vida eterna.

O Museu tem dois andares, sendo que o primeiro contém peças originais e fotos que contam como foi feita a descoberta e a restauração. No segundo andar, temos a grandiosidade do barco solar de Khufu. É uma criação espetacular, que faz você imaginar o quanto de conhecimento os antigos egípcios detinham.

Custo: O Valor da Entrada no Museu é de 50 Libras para os Turistas e 25 para os Estudantes.

 

 

21 de Dezembro de 2012 – Alexandria / Egito – Depois de uma noite de sono e com as energias recarregadas, é hora de partir para Alexandria. Situada a 220km ao Norte do Cairo, Alexandria é atualmente o maior porto do Egito. Fundada em 332 a.C por Alexandre o Grande, era uma das cidades mais importantes do mundo antigo. Famosa por sua biblioteca, a cidade é um misto de modernismo com clássico. No reinado de Ptolomeu I, Alexandria se tornou Capital e nessa época, foi construído um canal entre as ilhas Pharos e Rakotis, iniciando assim, dois grandes portos, um a leste e outro a oeste. Quando Ptolomeu II assumiu, mandou construir um Farol de 120 metros de altura, que é considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Arquitetado por Sóstrate, o Farol foi edificado em 280 d.C e utilizado até o ano de 642. Em 880 d.C foi restaurado, mas no ano de 1.100 foi destruído completamente por um terremoto.

Ao chegarmos em Alexandria, fomos direto para as Catacumbas de Kom El Shoqafa. Elas foram descobertas por acaso em 1900, quando um burro caiu dentro de um buraco, que foi escavado, revelando esse gigantesco complexo subterrâneo. Datando do século II, as catacumbas são verdadeiras obras de arte, que impressionam a todos que ali adentram. Com influências helênicas, romanas e egípcias, as representações se tornam algo único e se você está pensando em viajar para Alexandria, não deixe de visitá-las. Para entrar, é preciso deixar todas as câmeras e mochilas no carro/ônibus/van… O Acesso se faz por uma escada em formato de caracol que nos levam aos sarcófagos esculpidos nas pedras e aos relevos dos deuses egípcios.

Saindo dessa Catacumba, da qual eu conhecia muito pouco em livros, nos dirigimos diretamente para o Serapeum de Alexandria. Fundado em 300 a.C por Ptolomeu (Sóter), esse santuário dedicado ao deus Serápis (uma fusão de alguns deuses, afim de agradar tanto gregos quanto egípcios), foi um importante lugar de adoração e passou por diversas ampliações nos governos sucessores. No mesmo complexo, podemos ver o templo, a Biblioteca filha de Alexandria (A Mãe, pegou fogo, fazendo com que a filha tivesse um papel de maior destaque) e uma coluna de 20 metros de altura de granito vermelho, que foi construída em 297 d.C para homenagear o Imperador Diocleciano. Ela é popularmente conhecida como “Coluna de Pompeu”, batizada na Idade Média, quando se pensava que a cabeça de Pompeu, assassinado em 48 a.C, teria sido colocada na coluna. Nos arreadores dela, ainda pode ser visto duas esfinges de Ptolomeu IV e três estátuas de Ramsés II.

Em meio a chuva que começava a cair, as ruas de Alexandria não se mostravam muito amigáveis, já que uma revolta popular se formava fazendo com que acelerássemos nossas visitações, afim de voltar ao Cairo o mais rápido possível. Do Serapeum, fomos para a Fortaleza de Qaitbay. Construída em 1477 pelo sultão de mesmo sobrenome e edificada em cima das ruínas do famoso Farol de Alexandria, tinha como principal objetivo proteger o Egito dos ataques Otomanos. Com três lados rodeados pelo mar Mediterrâneo, a Fortaleza possuía uma Mesquita e foi muito importante até o bombardeio Inglês ocorrido em 1832.

Nossa última parada; A moderna Biblioteca de Alexandria, mas antes, um almoço à beira do Mar Mediterrâneo. Peixe fresco, chá (eu adoro), arroz e diversos tipos de molhos (com muita pimenta), lembravam e muito a ilha de Florianópolis (Capital de Santa Catarina – Brasil).

A antiga Biblioteca de Alexandria é considerada uma das maiores perdas que o mundo já teve! Milhares de informações acerca das civilizações que estudamos foram destruídas. Sua construção levou em torno de 10 anos e foi inaugurada por volta de 307 a.C. Com milhares de Papiros e Pergaminhos, era o lugar predileto dos intelectuais, cientistas e artistas. Não se sabe exatamente como ela veio a ruir, porém a teoria mais aceita é que um incêndio a destruiu por volta do ano 48.

A nova Biblioteca, chamada de “Alexandrina”, foi construída em 2002 e é digna dos monumentos Faraônicos que acompanham a história egípcia. Seu revestimento exterior é de granito, trazido diretamente das pedreiras de Aswan e decorado com letras de 120 alfabetos (incluído Hieróglifos, claro.. hehe). Conta ainda com museus, galerias de arte, sala de conferência, sala de leitura, sala de exposições, um planetário e muito mais!

Alexandria é um ótimo lugar para conhecer. Dizem ser muito bom para morar, já que é uma cidade mais pacata, se comparada ao Cairo. Por volta das 16:00 horas, retornamos ao Hotel para descansar.

21 de Dezembro de 2012 – Cairo / Egito – Próxima parada; Mercado Khan el Khalili. É o mais famoso Souk (mercado em Árabe) do Egito e está situado nos arreadores do Bairro Islâmico. Nele, você encontra as mais diversas especiarias, estátuas, roupas, jogos e tudo que um grande Bazar pode ter. Local mais do que indicado para quem quer levar uma lembrancinha do Egito. Lá, o que vale é a negociação e os preços estão sempre o dobro do valor para que você possa fazer a “sua oferta”. Os egípcios conseguem descontos enormes no mercado (80%, 90% de desconto..), mas o turista, chegará no máximo a 50%. Será muito comum ouvir dos vendedores a seguinte frase “A good price for you and a good price for me” (Um bom preço para você e um bom preço para mim), aliás, não só dos vendedores, mas de qualquer um que você tente uma negociação.

No começo eu tive uma dificuldade imensa de entender certos valores. “çardis pounds my frendis”, é o THIRTY pounds, my friend (30 pounds, meu amigo) e eles adoram utilizar jogadas do tipo: It costs FOUR”TEEN” (Custa 14 Libras) e na hora de pagar, eles dizem que não falaram 14 e sim 40 (FORTY), então é preciso ficar bem atento e não deixar se levar.

Depois das compras, caminhamos até a frente da Mesquita, onde alguns restaurantes servem pratos muito apreciados pelos egípcios. Na teoria, seria muito bom experimentá-los, mas na prática a história é bem outra. Com a comida na mesa, tudo é muito saboroso, até eu esbarrar no prato principal “Pombo com Arroz”. Bom, acho que eu não preciso falar muita coisa. Quem gosta, gosta, quem não gosta, chora ou ri.. haha

Saindo do mercado Khan el Khalili, nos dirigimos para uma parte alta do Cairo, onde é possível ver toda a cidade, com destaque para as necrópoles de Dashur, Saqqara e Gizé, que podem ser admiradas em um único foco. É um local onde facilmente eu ficaria por horas curtindo a paisagem. Além de muito agradável, há bares com mesas ao ar livre, onde você pode pedir um chá, fumar uma shisha ou comer algum prato típico.

22 / 23 de Dezembro de 2012 – Cairo / Luxor – Depois de um dia maravilhoso pela cultura local, era hora de viajar aproximadamente 10 horas de Trem até a cidade de Luxor, situada a 700 km ao Sul do Cairo. Atualmente a cidade vive praticamente do turismo e milhares de pessoas vem de todas as partes do mundo contemplar o “recanto dos vivos e dos mortos”.

O nome Luxor foi dado pelos Árabes e significa “Palácios”, mas era mencionada nos antigos textos egípcios como “Waset”, que significa “Cetro” em Hieróglifo. Posteriormente os gregos a chamaram de Tebas em alusão a cidade de mesmo nome na Grécia. Capital do Egito durante o Novo Império, Luxor foi o grande centro do apogeu egípcio. Na margem leste (oriental), governados por nomes como Ahmose, Amenhotep I e sucessores o Egito era fortalecido depois de um longo período de domínio Hicso. Já na margem oeste (ocidental), os mortos eram enterrados em necrópoles gigantescas.

O Hotel em que nos encontrávamos ficava a pouco menos de 1 km do Templo de Luxor e estava todo decorado para esperar os turistas no Natal. Com a crise, havia falta de abastecimento de gás e poucos eram os visitantes nas redes hoteleiras. Depois de uma bela noite de sono, iniciamos nosso itinerário pelos Colossos de Memnon.

Essas duas enormes estátuas dedicadas ao Faraó Amenhotep III (18ª Dinastia), são os restos de um Templo que desapareceu depois de um terremoto no ano 27 a.C. Ambas com 20 metros de altura, mostram o Faraó sentado com as mãos nos joelhos. Ao lado das suas pernas, podemos ver a representação de sua esposa Tiy e de sua mãe Mutemwiya. Memnon, na mitologia grega era filho de Eos e segundo a lenda, após a restauração dos colossos realizada pelos gregos, ouvia-se um som, no qual atribuíram a Memnon, assassinado por Aquiles.

Próxima parada: Templo de Hatshepsut; a única mulher Faraó cujo reinado se estendeu por um longo período de paz.

De beleza ímpar, o Templo de Deir El-Bahari, foi arquitetado por Senmut, uma figura que geralmente tem seu dom comparado ao de Imhotep. Hatshepsut era esposa e irmã de Tutmósis II e tutora de seu sobrinho e enteado Tutmósis III. Com a morte de seu marido, assumiu a regência e posteriormente se declarou Faraó do Egito. O Templo tem três terraços ligados por rampas, das quais nos levam ao interior esculpido na montanha.

Custo: O Valor para entrar no Templo de Hatshepsut (Deir El-Bahari) é de 30 Libras para os Turistas e 15 Libras para os Estudantes.

No século quinto, um convento cristão (copta) foi construído no Templo e deve-se a ele o atual nome do complexo Funerário. Nos arredores, ainda podemos ver algumas tumbas destinadas aos Nobres e ruínas de outros dois Templos (Mentuhotep II (XI Dinastia) e Tutmósis III), sendo esse último, um complexo dedicado a Amon e um santuário a Hathor que foi erguido bem no meio dos complexos anteriores.

Saindo do Templo de Hatshepsut, fomos almoçar, mas antes uma rápida parada em uma Fábrica de Alabastro. Na entrada, um artesão demonstra suas habilidades aos visitantes e os convida para participar de algumas técnicas de corte. A Loja é muito linda e a quantidade de artefatos impressiona. Como de costume, um atendente pergunta se vamos querer chá ou café e depois de cinco minutos de conversa, o dono da Fábrica vai até a sua mesa, pega uma chave embaixo de uma estátua e abre uma gaveta de onde nos mostra artefatos “originais” do antigo Egito, encontrados por ele nas redondezas. São amuletos de menos de 2 cm, mas que jamais deveriam estar ali.

A Loja é especializada em Alabastro, mas há todo tipo de material (Lapis-Lazuli, Turquesa..).

Depois do almoço, nos dirigimos para o Templo de Medinet Habu que engloba diversas construções tais como: o Templo de Amon, construído por Hatshepsut e Tutmósis III e que posteriormente sofreu diversas alterações; o Templo de Ramsés III (em Tebas é o mais conservado); o Palácio Real; edifícios administrativos; oficinas e os santuários de adoração ao Deus Amon. O Templo é todo rodeado por uma muralha de tijolos (adobe) que tinha como principal função proteger o complexo, tendo como forma ondulada representando Num, o oceano primordial.

Medinet Habu foi o centro administrativo de Tebas por um longo período de tempo e o complexo era habitado até o século IX pelos coptas que o chamavam de Djeme. Os relevos tem uma importância muito grande, tanto artisticamente como historicamente já que mostram dezenas de cenas de Ramsés III.

Custo: O Valor da Entrada no Templo é de 30 Libras para os Turistas e 15 para os Estudantes.

O Sol estava muito forte e saindo do Templo fomos para o Vale dos Reis! Que felicidade! Tumbas das quais eu estudei virtualmente por anos e agora teria a oportunidade de vê-las pessoalmente. O tempo de permanência dentro do complexo não era tão longo e eu faria apenas essa visita durante a viagem. Sendo assim, já que é expressamente proibido tirar qualquer tipo de foto dentro delas, resolvi apenas aproveitar e apreciar ao máximo o Vale.

 

Maquete do Vale dos Reis - Entrada

Maquete do Vale dos Reis – Entrada

 

Acho que complexo funerário dedicados aos Faraós dispensa comentários, já que depois das Pirâmides de Gizé é o lugar mais apreciado pelos estudiosos. Nele, o britânico Howard Carter encontrou o maior tesouro arqueológico do mundo; a Tumba de Tutankhamon. Vou me ater as informações para quem pretende visitá-lo, mas deixo aqui registrado que em breve estarei criando um post dedicado exclusivamente ao Vale dos Reis/Rainhas e Deir el-Medina (Aldeia dos Trabalhadores).

Custo: Com um ticket no valor de 80 Libras para os Turistas e 40 para os Estudantes, você pode visitar três tumbas reais (da sua escolha). Há ainda tumbas “exclusivas” com valores separados;

Tumba de Tutankhamon: Valor 100 Libras para os Turistas e metade para os Estudantes.

Tumba de Ramsés VI: Valor de 50 Libras para os Turistas e metade para os Estudantes.

Tumba de Ay: Valor de 25 Libras para os Turistas e metade para os Estudantes.

O Vale dos Reis fica aberto diariamente das 6:00 às 17:00 horas e das Tumbas citadas acima, ainda estão disponíveis: Ramses I, Ramses IV, Ramses VII, Ramses IX, Seti II, Tawsert/Sethnakhte, Tuthmosis III, Tuthmosis IV, Saptah, Horemheb, Menttuherkhopshef, das quais você escolhe três para visitação. Esse sistema é feito para controlar o fluxo de Turistas já que aos olhos da grande maioria, elas são “todas iguais”. Se preferir, você pode visitar todas elas, mas terá que ir comprando tickets, dos quais são rasgados pelos guardas na entrada de cada uma.

Depois das maravilhosas tumbas dos Faraós, nos dirigimos para o Vale dos Nobres! Emoção demais para um um único dia! Muitas das imagens que encontramos em livros sobre a vida cotidiana dos antigos egípcios são provenientes daqui. Existem aproximadamente 505 tumbas espalhadas pelas regiões de el-Assassif, Sheik Abd el-Gurnah, el-Khokla e Dra Abu el-Naga, sendo que poucas delas estão abertas para visitação.

Das tumbas visitadas, destaque para a tumba de Nakht (TT 52), Escriba que possuía o título de Astrônomo de Amon (1428 a.C) :

E para a tumba de Menna (TT 69), Escriba que viveu na 18ª Dinastia nos reinados dos Faraós Tutmósis IV e Amenhotep III e era supervisor das terras (pertencentes aos Faraós).

Depois de um dia e tanto, retornamos para o Hotel para um rápido banho porque ainda iríamos ao Templo de Luxor à noite. Construído em 1392 a.C nos reinados dos Faraós Amenhotep III e Ramsés II, o templo era dedicado a tríade tebana (Amon, sua esposa Mut e seu filho Khonsu). Em sua frente, encontra-se uma avenida de esfinges com aproximadamente 3 km, no qual antigamente ligava os templos de Luxor e Karnak e servia como rota de procissão para homenagear os deuses.

Outrora existiam dois obeliscos na entrada, sendo que o da direita foi dado por Mehmet Ali para o Rei da França, Luís Filipe, em troca do relógio que hoje encontra-se na parte externa da Mesquita de Alabastro. O obelisco esquerdo, tem 25 metros de altura e 4 babuínos adornam sua base. Atrás dele, está o Pilono onde havia 6 estátuas de Ramsés II sentado, sendo que agora restam apenas duas.

Ao entrar no Templo, no lado esquerdo, pode ser vista uma mesquita construída pelos Fatimidas em meados de 996 d.C.. No lado direito tem um santuário com três partes onde ficavam as barcas sagradas de Amon, Mut e Khonsu. Há também o Peristilo de Amenhotep III, Hipostilo, câmara das oferendas e diversos santuários laterais, dos quais há dezenas de inscrições nas paredes, que mostram cenas da batalha contra os Hititas e cerimônias religiosas.

Já era um pouco tarde e retornamos para o Hotel porque o dia seguinte seria tão longo e emocionante quanto o experimentado por nós.

24 de Dezembro de 2012 – Luxor – O dia estava amanhecendo e não há nascer do sol mais belo do que o presenciado no Egito! Quanta força, vibração, poder e exuberância tem o deus RÁ!

Nossa próxima parada; Templo de Seti I em Abidos, cidade que foi o lugar de sepultamento mais importante do antigo Egito no início do Período dinástico, com vestígios de populações que remontam ao Período de Naqada I. No médio Império, Abidos era o centro religioso mais popular, atraindo milhares de peregrinos anualmente para a celebração da morte e ressurreição do deus Osíris.

No Templo de Seti I, podemos ver cenas clássicas como: A Lista Real de Abidos, onde Seti I mostra uma cronologia dos Faraós à seu filho, Ramsés II; Os famosos Hieróglifos, nos quais alguns estudiosos afirmam serem a representações de naves e helicópteros; E milhares de inscrições com fórmulas dedicadas ao deus Osíris.

O Templo de Seti I envolve uma mística muito grande em torno de um dos casos mais famosos de reencarnação. A Inglesa Dorothy Eady, mais conhecida como Omm Seti (Mãe de Seti) foi uma daquelas figuras que fizeram parte da história egípcia e na qual tenho um carinho muito grande em citá-la. Desde muito pequena relatava aos seus pais que já conhecia o Egito e principalmente o Templo de Abidos. Apesar de poucas pessoas estarem ao par de sua história, ela ajudou arqueólogos a descobrirem partes do Templo, dos quais se pensava não existir mais. Pessoa de extrema humildade e querida por todos, Omm Seti era vista como a reencarnação de um sacerdotisa do Templo de Seti I, sendo sempre muito respeitada por todos que a cercavam.

Quando estive em Aswan, em uma livraria muito conceituada (ver endereço abaixo), adquiri um livro sobre a sua vida: “The Search for Omm Sety” de Jonathan Cott. do qual eu recomendo e muito a leitura (em inglês). Mas há também uma obra incrível produzida no Brasil e que pode ser encontrada na Internet ou em Livrarias Espíritas que se chama: “A noviça e o Faraó: A extraordinária história de Omm Sety” de Hermínio Correa de Miranda.

Livraria: Nubia – Tourist Book Center, BookShop, Art Gallery and Net Café
Localização: Corniche Alnil Street Above McDonalds’s
Contato: 002 097 2319777 ou imam_sabri@yahoo.com

 

ommi seti

Livro sobre a vida de Omm Seti

 

Há alguns documentários que citam Omm Seti e separei um trecho do último documentário que ela aparece. Três meses depois dele, ela faleceu e nos deixou uma grande lição; Humildade e respeito acima de qualquer crença!

 

 

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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.