Os Faraós Egípcios

O Faraó, nas primeiras dinastias, não era considerado um ser humano, e sim uma personificação dos deuses na Terra. Acreditava-se que ele era o deus Ré ou um de seus descendentes. Para os egípcios, quando o Faraó proferia alguma palavra, ela estava em sintonia com a lei dos deuses.

Os Faraós tinham a grande responsabilidade de manter a ordem no antigo Egito, tendo alguns deles fracassado.


“O Faraó é responsável pelo bem-estar do povo e toma sobre os seus ombros as preocupações dele, como o “bom pastor” do antigo Testamento – formulação conhecida também no Egito. Os reis procuravam também realçar o seu estatuto perante o povo, identificando-se com os deuses ou, alguns casos, autodivinizando-se, de modo a poderem mesmo ser representados no seu aspecto normal apresentado oferendas ao seus alter egos divinos, como está testemunhado no que se refere a Amenófis III e Ramsés II. Por fim, os faraós podiam ser divinizados depois da morte, mais segundo o modelo de indivíduos particulares divinizados do que como se fossem verdadeiros deuses. Assim, o rei não tinha um estatuto simples como deus ou homem. Em virtude do seu cargo, era um ser à parte e o seu papel era diferente, conforme o contexto em que atuava.” (BAINES; MALIK, 2008, p.210)


Os Faraós foram divididos em dinastias pelos estudiosos. O Egito, como já foi visto, era dividido em dois: o baixo Egito e o alto Egito. Nas primeiras dinastias, os Faraós do baixo Egito usavam uma coroa vermelha e os do alto Egito uma coroa branca. Havia também uma coroa azul que era usada em tempos de guerra.


Coroa Branca do Alto Egito (Hedjet)

Coroa Vermelha do Baixo Egito (Deshret)

Coroa da Unificação do Alto e Baixo Egito (Pschent)

Coroa Azul usada durante as guerras (Khepresh)




Os Faraós egípcios usavam coroas diferentes para ocasiões diferentes e para mostrar sua fidelidade a certos deuses associados a uma coroa. Abaixo veja outras importantes coroas utilizadas:


Atef – Coroa Branca com Penas de avestruz, Identificada com Osíris




Nemes – Cocar de Nemes continha listras azúis e douradas, A parte superior frontal foi levantada com o uraeus Wadjet e o abutre Nekhbet – A retratação mais famosa foi na máscara mortuária de Tutankhamon.



Hemhen – É uma forma mais elaborada da coroa Atef, é conhecida como a Coroa tripla de Atef. O termo surgiu durante a 18ª dinastia, foi vista pela primeira vez em uma imagem do faraó Akhenaton em uma tumba em Amarna.


Como viviam os Faraós?

Os Faraós tinham inúmeras esposas, mas apenas uma era a rainha, vindo dela o herdeiro ao trono do Egito. Como muitas crianças acabavam morrendo, os filhos das outras esposas eram treinados para o caso de haver a necessidade de assumirem o lugar do sucessor direto. Os casamentos reais eram geralmente feitos entre familiares, podendo o futuro Faraó se casar com a própria irmã, a fim de manter o sangue e a descendência dos deuses.

O Faraó era a ligação do povo com os deuses e tinha por obrigação garantir a justiça e o bem-estar a todos. No entanto, nem sempre isso ocorreu. Quando morriam, eram enterrados em verdadeiras obras arquitetônicas e muito do que sabemos sobre a religião egípcia provém das pinturas em suas tumbas.

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Autor: Lucas Ferreira



Fontes / Referências:

– BAINES, John; MALIK, Jaromir. Cultural Atlas of Ancient Egypt. London: Andromeda Oxford Limited, 2008.

– HART, George. The British Museum Pocket Dictionary of Ancient Egyptian Gods and Goddesses. British Museum Press, 2001.

– SHAW, Ian. The Oxford Illustrated History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.


Sites / Referências:

http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/

http://www.oxfordexpeditiontoegypt.com/

http://scriptorium.lib.duke.edu/papyrus/


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Sobre Administrador

Natural de Criciúma – SC, Graduado e Pós-Graduado em História pela UNIASSELVI – SC, com ênfase no Antigo Egito. Apaixonado pelos antigos egípcios e com planos de em breve estar definitivamente morando/trabalhando no Egito.